Termina hoje, terça-feira (11), o prazo para os investidores garantirem uma parte dos R$ 13,45 bilhões em dividendos aprovados pela Petrobras (PETR4).

O dividendo da petroleira refere-se ao primeiro trimestre de 2024 e corresponde a R$ 1,04161205 por ação ordinária ou preferencial. A distribuição dos proventos da PETR4 será feita em duas parcelas:

  • 1ª parcela no valor de R$ 0,52080603 por ação ordinária e preferencial em circulação, que será paga em 20 de agosto de 2024 sob a forma de juros sobre capital próprio;
  • 2ª parcela no valor de R$ 0,52080602 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de setembro de 2024, sendo R$ 0,44736651 sob a forma de dividendos e R$ 0,07343951 sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP).

Resultados da Petrobras (PETR4) no 1T24

A Petrobras divulgou seu balanço trimestral do primeiro trimestre de 2024, onde registrou um lucro líquido de R$23,7 bilhões. O resultado representa uma queda de 37,9% em comparação com o mesmo período de 2023. Em relação ao trimestre anterior (1T23), a redução no resultado foi de 23,7%.

Em termos ajustados, o Ebitda da Petrobras foi de R$60,044 bilhões no primeiro trimestre deste ano, representando o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização. Em comparação com o mesmo período de 2023, esse valor mostra uma queda de 17,2%.

Já o faturamento líquido da empresa foi 15,4% menor em relação ao ano anterior, totalizando R$117,721 bilhões no 1T24. Em comparação com o quarto trimestre de 2023, as receitas sofreram uma queda de 12,3%.

Quanto ao resultado financeiro, a Petrobras registrou um prejuízo de R$9,6 bilhões, revertendo o lucro de R$1,4 bilhão registrado no trimestre anterior (4T23).

No encerramento do mês de março deste ano, a dívida bruta da Petrobras era de US$61,8 bilhões, 1,2% menor do que em dezembro de 2023.

Já a relação dívida bruta/Ebitda ajustado agora é de 1,22x, levemente acima do 1,19x registrado no final do ano passado. Por fim, a dívida líquida recuou 2,4% na comparação trimestral, alcançando US$43,6 bilhões.

Gabryella Mendes

Redatora do Melhor Investimento.