Empresa da Embraer (EMBR3) vende aeronaves elétricas para o Japão e prevê entrega em 2029
A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, anunciou a venda de duas aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical para a japonesa AirX, com entregas previstas para 2029.
Imagem: Divulgação
A empresa da Embraer (EMBR3) vende aeronaves elétricas para o Japão em um acordo que marca um avanço relevante no mercado global de mobilidade aérea urbana. A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer dedicada ao desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), anunciou a venda inicial de dois veículos para a japonesa AirX, com previsão de entrega em 2029. O contrato ainda inclui a possibilidade de ampliação para até 50 unidades, reforçando o potencial comercial da operação.
O anúncio foi feito durante o Singapore Airshow, um dos maiores eventos do setor aeroespacial mundial, e ocorre em um momento estratégico para a Eve, que busca expandir sua presença internacional e consolidar sua tecnologia em mercados-chave.
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A negociação com a AirX representa a primeira venda da Eve Air Mobility para a região da Ásia-Pacífico, um mercado considerado estratégico para o crescimento da mobilidade aérea urbana. A empresa japonesa atua no transporte aéreo de passageiros, especialmente em rotas turísticas, e atualmente utiliza helicópteros em suas operações.
Com o acordo, a AirX passa a apostar nas aeronaves elétricas da empresa da Embraer como alternativa mais sustentável e eficiente para deslocamentos de curta distância. Além da venda inicial de dois veículos, o contrato prevê uma opção de compra de até 50 aeronaves, o que pode transformar o Japão em um dos principais mercados da Eve nos próximos anos.
Segundo executivos das companhias, a parceria reforça a confiança na viabilidade comercial dos eVTOLs e no papel dessas aeronaves no futuro do transporte urbano.
Entrega prevista para 2029 e operação em Tóquio e Osaka
As entregas das aeronaves elétricas estão previstas para 2029, prazo alinhado ao cronograma global de certificação e entrada em operação dos eVTOLs. A expectativa é que os veículos sejam utilizados inicialmente em Tóquio e Osaka, duas das maiores áreas metropolitanas do Japão.
A proposta é empregar as aeronaves como solução de última milha, especialmente em rotas turísticas, conectando pontos estratégicos de forma mais rápida e com menor impacto ambiental. A iniciativa acompanha uma tendência global de grandes centros urbanos que buscam reduzir congestionamentos e emissões de carbono por meio de novas tecnologias de mobilidade.
Parceria reforça foco em inovação e sustentabilidade
Em comunicado oficial divulgado pelas empresas, Kiwamu Tezuka, fundador e CEO da AirX, destacou que a parceria com a Eve Air Mobility representa um passo importante para o futuro do transporte aéreo no Japão.
Segundo ele, a colaboração reforça o compromisso da companhia japonesa com sustentabilidade e inovação, além de posicionar a AirX na linha de frente de um mercado que passa por rápida transformação. As aeronaves elétricas da empresa da Embraer prometem reduzir ruído e emissões, dois fatores críticos para operações aéreas em ambientes urbanos densos.
A Eve, por sua vez, vê o acordo como uma validação de sua estratégia de longo prazo e de sua tecnologia, desenvolvida com apoio da expertise industrial da Embraer.
Anúncio ocorre durante o Singapore Airshow
O contrato foi anunciado durante o Singapore Airshow, evento que reúne fabricantes, companhias aéreas, investidores e autoridades do setor aeroespacial. A presença da Embraer e da Eve na feira reforça a estratégia das empresas de usar o evento como plataforma para apresentar avanços tecnológicos e fechar novos negócios.
O airshow é considerado uma vitrine importante para a Ásia-Pacífico, região que concentra alguns dos mercados mais promissores para soluções de mobilidade aérea avançada. A venda ao Japão, portanto, ganha ainda mais relevância no contexto do evento.
Reação do mercado e desempenho das ações
Após o anúncio da venda das aeronaves elétricas, as ações da empresa interromperam a trajetória de queda na B3. Os papéis, lançados em julho de 2025 ao preço de R$ 39, encerraram o pregão de quarta-feira (4) cotados a R$ 19,80.
No dia anterior, as ações haviam sido negociadas a R$ 19,62, igualando o menor valor histórico registrado em 17 de setembro. O movimento sugere que o acordo com a AirX foi interpretado pelo mercado como um sinal positivo, ainda que pontual, em meio a um cenário de volatilidade.
Na Bolsa de Nova York (NYSE), onde os papéis também são negociados, o desempenho segue pressionado. Desde 22 de janeiro, quando as ações estavam cotadas a US$ 4,59, houve recuo para US$ 3,65 no último fechamento.
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