X processa GARM por boicote publicitário que custou bilhões

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Última atualização:  06 de ago, 2024 às 16:53
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A X, anteriormente conhecida como Twitter e agora sob a liderança de Elon Musk, entrou com uma ação judicial contra a Global Alliance for Responsible Media (GARM). O processo, apresentado em um tribunal federal no Texas nesta terça-feira (6), alega que o grupo de anunciantes violou leis antitruste ao orquestrar um boicote publicitário que resultou em prejuízos na casa dos bilhões de dólares para a plataforma de mídia social.

O processo de Elon Musk contra a GARM argumenta que o grupo, que conta com mais de 100 membros, entre eles grandes anunciantes como Procter & Gamble e Unilever, além de gigantes da tecnologia como Meta e YouTube, coordenou um boicote à X disfarçado de preocupações com os padrões de segurança de marca. A CEO da X, Linda Yaccarino, declarou que esse comportamento não só prejudica o mercado de ideias, mas também representa uma mancha para a indústria publicitária como um todo.

De acordo com o relatório anual da GARM de 2022, o grupo tem sido proativo na definição de métricas e ferramentas para garantir que os anúncios não sejam exibidos ao lado de conteúdos considerados problemáticos. No entanto, o processo sugere que a GARM utilizou essas preocupações como um pretexto para implementar um boicote coordenado contra a X, prejudicando a empresa sem uma base legítima para suas alegações.

Além do processo principal, a acusação de violação de leis antitruste por parte da GARM surge em um momento em que republicanos da Câmara dos EUA já haviam questionado o grupo sobre práticas que poderiam restringir o comércio. A GARM é acusada de orquestrar um boicote que não apenas afeta a X, mas também levanta questões sobre práticas comerciais justas na indústria publicitária.

Linda Yaccarino, CEO da X, expressou seu descontentamento com a situação em uma postagem na própria plataforma. Ela descreveu o boicote como uma mancha na indústria e um ataque à diversidade de pontos de vista. “Esse comportamento é uma mancha em uma grande indústria e não pode continuar”, afirmou Yaccarino, enfatizando que o boicote ilegal mina a pluralidade de opiniões no mercado.