China lança missão espacial histórica e prepara caminho para ir à Lua

Missão Shenzhou-23 terá astronauta passando um ano no espaço pela primeira vez no programa espacial chinês.

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24 de maio, 2026 às 17:40
Missão tripulada Shenzhou-20 Tripulantes da missão espacial Shenzhou-20, em abril de 2025. (Imagem: Reprodução).

A China deu mais um passo em sua corrida espacial ao lançar, neste domingo (24), a missão tripulada Shenzhou-23, considerada estratégica para os planos do país de enviar astronautas à Lua até 2030.

O foguete Longa Marcha 2F decolou às 23h08 no horário local do centro espacial de Jiuquan, localizado no deserto de Gobi, levando três astronautas rumo à estação espacial Tiangong. As imagens do lançamento foram transmitidas pela emissora estatal chinesa CCTV.

Astronauta ficará um ano no espaço pela primeira vez

A missão marca a primeira vez que um astronauta chinês permanecerá um ano completo em órbita. Segundo autoridades do programa espacial chinês, a experiência servirá para aprofundar estudos sobre os efeitos da microgravidade prolongada no corpo humano — etapa considerada essencial para futuras missões tripuladas à Lua e até a Marte.

A tripulação da Shenzhou-23 é formada por:

  • Li Jiaying, primeiro astronauta de Hong Kong a participar de uma missão espacial;
  • Zhu Yangzhu;
  • Zhang Zhiyuan.

Li Jiaying, de 43 anos, trabalhou anteriormente na polícia de Hong Kong antes de integrar o programa espacial chinês.

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Missão inclui experimentos científicos na estação Tiangong

Além da permanência prolongada no espaço, os astronautas realizarão experimentos relacionados a:

  • ciências da vida;
  • medicina;
  • física de fluidos;
  • ciência dos materiais.

A missão acontece em meio à expansão acelerada do programa espacial chinês, que vem recebendo investimentos bilionários nas últimas décadas.

China acelera corrida espacial contra os EUA

O avanço da China no setor espacial intensifica a disputa tecnológica com os Estados Unidos. Enquanto os americanos desenvolvem o programa Artemis para retornar à Lua, Pequim trabalha em seus próprios projetos de exploração lunar e construção de infraestrutura espacial.

Ainda neste ano, a China pretende realizar o voo de teste orbital da espaçonave Mengzhou, que deverá substituir a atual Shenzhou em futuras missões tripuladas à Lua. O governo chinês também planeja construir até 2035 o primeiro segmento da Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), uma futura base científica habitada no satélite natural da Terra.

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Programa espacial chinês ganhou força após exclusão da ISS

O desenvolvimento da estação espacial Tiangong ocorreu após a China ser oficialmente excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011. Naquele ano, os Estados Unidos proibiram a NASA de manter cooperação direta com o programa espacial chinês.

Desde então, Pequim acelerou investimentos próprios no setor. Nos últimos anos, a China acumulou feitos relevantes na exploração espacial:

  • Pousou uma sonda no lado oculto da Lua em 2019;
  • Enviou um robô para Marte em 2021;
  • Consolidou sua própria estação espacial em órbita.

O avanço reforça a estratégia chinesa de se posicionar como uma das principais potências espaciais do planeta nas próximas décadas.

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Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.