O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou nesta terça-feira (4) que a balança comercial apresentou um saldo positivo de US$ 10,59 bilhões em junho. O resultado indica um superávit, que ocorre quando as exportações são maiores do que as importações. Caso contrário, seria registrado um déficit.

Ainda de acordo com o ministério, esse é o melhor resultado para o mês de junho desde 1989, quando começaram a ser registrados os dados históricos. No mês de junho, as exportações totalizaram US$ 30,1 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 19,5 bilhões.

Os principais parceiros comerciais nesse período foram:

  • Argentina, com um superávit de US$ 1,04 bilhões.
  • Estados Unidos, com um superávit de US$ 0,20 bilhões.
  • China, Hong Kong e Macau, com um superávit de US$ 4,86 bilhões.
  • União Europeia, com um superávit de US$ 0,45 bilhões.

Balanço comercial do primeiro semestre

No primeiro semestre deste ano, de acordo com o MDIC, a balança comercial do Brasil apresentou um saldo positivo de US$ 45,5 bilhões, o que representa um aumento de 32,9% em média diária em comparação ao mesmo período de 2022, quando o superávit foi de US$ 34,3 bilhões.

Em relação às exportações, houve um crescimento nas vendas para a Ásia, América do Sul e América do Norte em comparação ao primeiro semestre de 2022. O valor total das exportações entre janeiro e junho atingiu US$ 1,34 bilhão, o maior registrado desde o início da série histórica em 2018. No mesmo período de 2022, o valor foi de US$ 1,32 bilhão.

O setor agropecuário foi responsável por um aumento de 7% nas exportações no semestre, impulsionado principalmente pela soja, milho, animais vivos, arroz e sementes como girassol, gergelim, canola e algodão.

Quanto às importações, houve uma queda de 7,1% em comparação ao ano anterior. O Brasil importou cerca de US$ 972,89 milhões, contra aproximadamente US$ 1,05 bilhão em 2022.

Os destaques das exportações no semestre foram os seguintes produtos, em valores aproximados:

  • Soja: US$ 33,47 bilhões
  • Óleos brutos de petróleo: US$ 18,98 bilhões
  • Minério de ferro: US$ 13,66 bilhões
  • Farelos de soja: US$ 6,12 bilhões
  • Óleos combustíveis: US$ 5,42 bilhões
  • Açúcares e melaços: US$ 5,34 bilhões


Em relação aos compradores, no primeiro semestre, os principais destinos das exportações brasileiras foram:

  • Ásia: US$ 73,65 bilhões, com destaque para China, Hong Kong e Macau, que responderam por US$ 50,7 bilhões desse valor.
  • Europa: US$ 29,37 bilhões, sendo US$ 23 bilhões para a União Europeia.
  • América do Norte: US$ 24,2 bilhões, com os Estados Unidos como o principal destino, com US$ 17,27 bilhões.
  • América do Sul: US$ 22,5 bilhões, com destaque para o Mercosul, especialmente a Argentina, que recebeu US$ 9,47 bilhões das exportações brasileiras nesse período.
  • Oriente Médio: US$ 7 bilhões
  • África: US$ 6 bilhões
  • América Central e Caribe: US$ 2,57 bilhões.

Previsão para o ano

Segundo o MDIC, é previsto que o resultado da balança comercial alcance aproximadamente US$ 84,7 bilhões em 2023, o que equivale a um incremento de 37,7% em comparação com o ano anterior.

As exportações devem apresentar uma diminuição de 1,2% durante o ano, enquanto as importações terão uma redução de 10%. O ministério compartilha estimativas trimestrais referentes à balança comercial.

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.