Você sabe o que é CRA? O Certificado de Recebíveis do Agronegócio é um investimento que conta com os benefícios da renda fixa e está ligado ao financiamento de operações que envolvem negócios com produtores rurais.

Neste artigo, saiba o que é CRA e tire todas as suas dúvidas. Acompanhe!

O que é Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA)?

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) é um título de renda fixa caracterizado pelo comprometimento do pagamento futuro referente ao setor do agronegócio.

Em outras palavras, é uma modalidade de investimento cujo objetivo é financiar operações que envolvem negócios com produtores rurais, como financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização e à industrialização de produtos agrícolas.

Por exemplo, imagine o dono de uma plantação de milho que precisa de um empréstimo para comprar uma máquina nova para o cultivo do insumo.

Ele pode recorrer a uma instituição financeira para solicitar o crédito. O resultado dessa operação é um direito creditório, comprado por empresas securitizadoras.

Direito creditório: o que é?

O direito creditório representa o direito de receber dinheiro ou títulos, que podem ser originados de investimentos, ativos financeiros, operações financeiras ou comerciais.

De maneira geral, esse é um direito caracterizado por um título, ou seja, é uma dívida a ser recebida. As securitizadoras são responsáveis pela emissão do papel, que, posteriormente, será comprado pelos investidores.

Em síntese, quem aplica em CRA está financiando empréstimos a pessoas que atuam no setor do agronegócio e precisam, de alguma forma, financiar o funcionamento da produção.

O que é Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)?

A lógica do Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e seu processo de emissão são bem semelhantes ao do CRA. A diferença é que ele tem como foco projetos do setor imobiliário.

Como funciona o investimento em CRA?

Rentabilidade

Novamente, por ser um rendimento em renda fixa, o CRA pode ser aplicado de três formas. Veja abaixo.

CRA prefixado

O CRA prefixado é uma modalidade de aplicação no qual o investidor conhece, desde o início do investimento, a taxa de juros que receberá ao longo do período.

CRA pós-fixado

No CRA pós-fixado, o rendimento da aplicação dependerá de outros fatores de referência. Índices atrelados ao CRA podem ser, por exemplo, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ou a taxa básica de juros da economia brasileira, a taxa Selic.

CRA híbrido

Como o próprio nome sugere, o CRA híbrido é uma mistura de CRA prefixado e CRA pós-fixado. Assim, sua rentabilidade é pré fixada, estabelecendo uma taxa de juros mínima. Já a pós-fixada apresenta uma variação conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou o Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M).

Investimento mínimo

O investimento mínimo em CRA gira em torno de R$1 mil. Vale frisar que sua faixa de aplicação passa dos R$5 mil, podendo chegar a R$10 mil. Já os investidores qualificados podem aplicar valores muito mais altos.

Riscos e garantias

O CRA também não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Logo, em caso de falência ou de fechamento da instituição financeira escolhida, o investimento não terá a recuperação de até R$250 mil em depósitos ou créditos por CPF.

Contudo, apesar disso, ele pode contar com os seguintes tipos de garantia:

  • alienação fiduciária de terras agrícolas;
  • cessão fiduciária de direitos creditórios;
  • penhor agrícola da produção;
  • fiança;
  • aval.

Impostos

Como o CRA não possui incidência de tributos para pessoa física, o investidor não arca com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Já no caso de pessoa jurídica, os rendimentos seguem a tabela regressiva. Veja a seguir.

Até 180 dias22,5%
De 181 dias até 360 dias20%
De 361 dias até 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Custos

Embora o CRA seja isento de IR e de IOF para pessoas físicas, é preciso declará-lo anualmente.

Resgate

Como o CRA é um investimento mais longo, seu prazo de resgate pode variar entre quatro e 10 anos. Assim, por não ser possível seu resgate antecipado, a liquidez existe somente no vencimento.

Caso o investidor queira o dinheiro antes, será preciso encontrar alguém interessado na compra desse ativo no mercado secundário. E, como era de se esperar, o valor a ser recebido na venda pode ser diferente daquele que foi contratado.

Por fim, não se esqueça de que essa operação deve ser intermediada por um especialista, como um assessor de investimentos.

Qual é a diferença entre CRA e LCA?

Assim como o CRA, a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) também é um título de renda fixa, está relacionada ao setor do agronegócio, sendo isenta de IR. Contudo, eles são títulos diferentes.

Isso porque o CRA é um título privado emitido por empresas securitizadoras. Já a LCA é um título emitido por uma instituição financeira com a autorização do Banco Central (Bacen) para realizar operações de crédito.

Além disso, como a emissão da LCA é feita por bancos, ela conta com a garantia do FGC.

Quais são as vantagens e desvantagens do CRA?

Novamente, as principais vantagens do CRA são a isenção de IR e de IOF para pessoas físicas, o lastro em recebíveis do agronegócio e a possibilidade de diversificação da carteira de investimentos com uma rentabilidade maior do que outras opções de investimento em renda fixa.

No entanto, suas principais desvantagens são a falta de proteção do FGC, a baixa liquidez, o risco de crédito e a possibilidade de perda de dinheiro caso a aplicação seja negociada antes do vencimento no mercado secundário.

Como investir em CRA?

O processo para começar a investir em CRA é o mesmo que o do CRI, confira o passo a passo:

  • O primeiro passo é abrir uma conta em uma instituição financeira de sua preferência. Não esqueça de analisar as condições de custos das operações e as variedades de investimentos que ela possui. Afinal, isso facilitará na hora de escolher a instituição mais adequada ao seu perfil e objetivo como investidor.
  • Em seguida, preste bem atenção na leitura do prospecto, o documento que possui informações importantes como remuneração, prazos e outros detalhes dos recebíveis.
  • O terceiro passo é a solicitação de uma reserva. Nessa etapa, o investidor deve informar à instituição financeira quantos papéis deseja comprar e aguardar o fim do chamado período de reserva. Depois, a instituição comunica o valor final dos certificados e quantos cada pessoa conseguiu adquirir.
  • Agora é o momento de fazer a análise do risco de crédito do papel para que ele não seja excessivo. Então, pesquise sobre a securitizadora que emitirá o título.
  • Por fim, a última etapa é a hora de transferir o montante para a instituição financeira escolhida. Pronto, você já é um investidor de CRA!

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Resumindo

O que significa um CRA?

CRA significa Certificado de Recebíveis do Agronegócio. Trata-se de um título de renda fixa caracterizado pelo comprometimento do pagamento futuro referente ao setor do agronegócio.

Em outras palavras, é uma modalidade de investimento cujo objetivo é financiar operações que envolvem negócios com produtores rurais, como financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização e à industrialização de produtos agrícolas.

O que é CRA e como funciona?

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) é um título de renda fixa caracterizado pelo comprometimento do pagamento futuro referente ao setor do agronegócio.

Em outras palavras, é uma modalidade de investimento cujo objetivo é financiar operações que envolvem negócios com produtores rurais, como financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização e à industrialização de produtos agrícolas.

Por ser um rendimento em renda fixa, ele pode ser aplicado de três formas:

  • prefixado;
  • pós-fixado;
  • híbrido.

Quais os riscos de um CRA?

Os principais riscos de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são:

  • a falta de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Assim, em caso de falência ou de fechamento da instituição financeira escolhida, o investimento não terá a recuperação de até R$ 250 mil em depósitos ou créditos por CPF;
  • a baixa liquidez, a capacidade de transformar um ativo em dinheiro com facilidade;
  • o risco de crédito, já que a rentabilidade do título dependerá do seu pagamento pelos devedores originais;
  • o prazo de resgate que varia entre quatro e 10 anos, não sendo permitido o resgate antecipado;
  • a possibilidade de perda de dinheiro caso a aplicação seja negociada antes do seu vencimento no mercado secundário. Vale lembrar que essa operação deve ser intermediada por um especialista, como um assessor de investimentos.

Equipe MI

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