Vale (VAL3) identifica trincas em barragem Forquilha 3 em nível de emergência máximo
A Vale (VALE3) informou recentemente a descoberta de trincas superficiais na barragem Forquilha 3, localizada na mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). A barragem, que já estava em nível de emergência máximo, foi inspecionada como parte de uma rotina de segurança.
Vale (VAL3) identifica trincas em barragem Forquilha 3 em nível de emergência máximo
Durante uma inspeção de rotina realizada na última sexta-feira (13), foram encontradas trincas superficiais na estrutura da barragem Forquilha 3. A empresa destacou que as verificações foram feitas como parte dos procedimentos regulares de segurança e, assim que as trincas foram identificadas, medidas imediatas de monitoramento e investigação foram adotadas.
A barragem, que está classificada no nível 3 do Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), o mais alto grau de alerta para estruturas desse tipo, já estava sendo monitorada de forma permanente, dado o seu histórico de riscos. A empresa garantiu que as autoridades competentes estão sendo informadas continuamente sobre a situação.
Segundo comunicado oficial da Vale, a barragem está sendo monitorada constantemente, e um plano de ação foi colocado em prática para realizar investigações adicionais e garantir a segurança da estrutura. A mineradora afirmou estar empenhada em conduzir todas as correções necessárias para garantir que as trincas não comprometam a barragem.
“A Companhia mantém os órgãos públicos competentes informados e executa um plano de ação para investigação e correções, conforme necessário“, disse a Vale em comunicado. A identificação precoce dessas trincas é considerada um ponto positivo, pois permite que medidas preventivas sejam tomadas rapidamente.
Além disso, a Vale já havia implementado diversas tecnologias e sistemas de monitoramento contínuo em suas barragens. Esse esforço, parte do compromisso da mineradora após o desastre de Brumadinho, tem sido essencial para garantir uma resposta mais ágil e eficiente diante de qualquer anomalia estrutural.
Outro ponto importante destacado pela Vale é que não há risco imediato para as comunidades próximas à barragem, já que a zona de autossalvamento foi evacuada previamente. Isso significa que a área ao redor da barragem, que poderia ser afetada em caso de um rompimento, está sem moradores ou qualquer atividade humana.
A barragem conta ainda com uma Estrutura de Contenção a Jusante, que atua como uma barreira adicional de segurança, caso haja algum comprometimento da estabilidade. Essa estrutura é parte de uma série de melhorias implementadas após os desastres anteriores envolvendo barragens em Minas Gerais, em um esforço para aumentar a segurança e mitigar riscos.
Apesar da descoberta das trincas, a Vale afirmou que as condições de estabilidade da barragem Forquilha 3 não foram alteradas. O que isso significa, na prática, é que não há risco iminente de colapso ou rompimento da estrutura, segundo as avaliações técnicas realizadas até o momento.
Essa garantia é fundamental para reduzir as preocupações do mercado e da população, especialmente em um cenário em que a segurança de barragens tem sido um tema sensível em Minas Gerais. O monitoramento contínuo e as inspeções rigorosas são parte dos esforços da empresa para manter as operações seguras e evitar novos incidentes.
A Vale também reafirmou seu compromisso com a descaracterização da barragem Forquilha 3, ou seja, o processo de tornar a estrutura segura e apta a ser retirada de operação. Esse processo envolve a drenagem e o esvaziamento gradual da barragem, além da implementação de outras ações que garantam que a barragem não represente mais riscos futuros.
A mineradora está trabalhando para reduzir o nível de emergência da estrutura, o que será possível à medida que as ações corretivas forem sendo implementadas com sucesso. Esse é um compromisso que a empresa assumiu publicamente como parte de sua estratégia de gestão de riscos e segurança.