Petrobras deve manter dividendos fortes apesar de desafios no 2T24
Petrobras será a maior pagadora de dividendos da Bolsa em 2025
A Petrobras (PETR4) se prepara para divulgar seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2024 (2T24) no próximo dia 8 de agosto. Apesar de um desempenho mais fraco em termos de produção e uma desvalorização do real frente ao dólar, a estatal deve continuar a oferecer dividendos robustos aos seus acionistas. Regis Cardoso, analista de óleo e gás da XP, antecipou que a empresa deve registrar uma geração de caixa livre de US$ 3,7 bilhões no trimestre, dos quais US$ 2,7 bilhões serão destinados a dividendos, proporcionando uma rentabilidade de 3,8% no período.
A expectativa para o Ebitda da Petrobras no 2T24 é de US$ 11,6 bilhões, o que representa uma diminuição de 7% em comparação com o trimestre anterior. Em termos de reais, o Ebitda deverá ser de aproximadamente R$ 60 bilhões, marcando uma leve queda de 1,5%. A redução no Ebitda está diretamente relacionada à menor produção e aos efeitos cambiais.
No segundo trimestre de 2024, a Petrobras enfrentou uma redução de 3,6% na produção. Essa queda foi em grande parte devido a paradas programadas em suas operações. A diminuição na produção impactou diretamente a geração de Ebitda, contribuindo para o desempenho financeiro mais fraco em relação ao trimestre anterior.
A desvalorização do real frente ao dólar teve um impacto significativo nos resultados da Petrobras. A empresa optou por manter os preços da gasolina e do diesel estáveis em reais, não refletindo as variações cambiais. Isso resultou em uma queda no Ebitda quando convertido para dólares. Enquanto o petróleo no mercado internacional subiu 1,2% no período, a diferença entre a moeda local e a moeda estrangeira contribuiu para a diminuição dos resultados em dólares.
O lucro da Petrobras para o 2T24 deve ser significativamente afetado por um acordo tributário. A expectativa é de um lucro próximo de US$ 146 milhões, o que representa um resultado bastante baixo. Regis Cardoso observa que o impacto no lucro líquido não deve ser a principal preocupação dos investidores, pois muitos dos efeitos são relacionados a ajustes de contas e pagamentos diferidos, e não ao fluxo de caixa real.