O Ibovespa subiu 9% em junho, incentivando os investidores a olhar novamente para os rendimentos variáveis. Ao mesmo tempo, a taxa de juros anual Selic é mantida em 13,75%, o que garante a atratividade da renda fixa. O resultado dessa situação é um aumento nas buscas por ativos mais ousados.

 Os fundos multimercados voltaram a ocupar o terceiro lugar, assim como em maio, segundo pesquisa mensal do buscador de investimentos Yubb. No entanto, outros produtos mais ousados ​​ganharam mais espaço na busca.

Por exemplo, o ranking dos fundos imobiliários subiu de sexto para sétimo. As ações saltaram da oitava para a sétima. A criptomoeda também subiu do 10º para o 8º lugar depois que o Bitcoin subiu 11% em junho.

Confira o ranking dos investimentos mais procurados em junho

1. CDB

Segundo Yubb, o campeão de busca continua sendo o Certificado de Depósito (CDB), que ocupa a primeira posição desde dezembro.

Esses ativos atuam como empréstimos do investidor ao banco que emitiu o título.

Sua rentabilidade mais comum está atrelada ao rendimento dos CDIs (certificados de depósitos interbancários, taxa de juros que acompanha a taxa Selic). Bancos maiores e mais tradicionais costumam oferecer retornos menores ou no máximo iguais a 100% do CDI para produtos líquidos por serem menos arriscados. Bancos de pequeno e médio porte podem pagar até 120% do CDI. Essa rentabilidade é pré-determinada, ou seja, você sabe na hora do seu investimento o tamanho das parcelas que vai receber no CDI.

Existem também CDBs prefixados e CDBs que pagam juros mais altos do que o IPCA realmente paga. Em ambos os casos, os investidores normalmente abrem mão da liquidez em troca da perspectiva de rentabilidade um pouco acima do CDI.

2. LCI e LCA

De maio para junho, as letras de crédito imobiliário (LCI) e as letras de crédito agropecuário (LCA) passaram de quarto para segundo itens mais pesquisados.

Esses investimentos são títulos de crédito emitidos por instituições financeiras para financiar as atividades imobiliárias (LCI) e agroindustriais (LCA).

Para os investidores, eles também funcionam de forma semelhante aos CDBs, exceto que são isentos de imposto de renda e costumam ter o menor período de carência e sem possibilidade de resgate.

3º – Fundos multimercado

Esses produtos têm conquistado cada vez mais espaço nas buscas dos investidores desde abril, passando da sexta posição em abril para o quinto lugar. No entanto, em maio, eles se tornaram o terceiro criminoso mais procurado e mantiveram essa posição em junho.

Um fundo multimercado funciona como uma “cesta de ativos” que pode conter diversos tipos de investimentos. Portanto, títulos como ações, títulos do governo, dólares, contratos de taxas de juros, etc. podem existir na bolsa. Eles são escolhidos por gestores profissionais que recebem parte do que os investidores pagam para colocar seu dinheiro no fundo.

4º – Tesouro Direto

Em junho, os títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto caíram para a quarta posição, após estarem em segundo lugar em maio.

Esses títulos são emitidos pelo governo como forma de financiar suas atividades, funcionando essencialmente como empréstimos dos investidores para o governo brasileiro. O valor investido é devolvido no futuro, acrescido de juros.

Existem diferentes tipos de títulos públicos: prefixados (com rendimento nominal determinado na compra), pós-fixados (com retorno atrelado à taxa Selic) e híbridos, que combinam uma parcela pós-fixada indexada ao IPCA (acompanhando a variação da inflação) com um componente de juro real fixo.

5º – Fundos imobiliários (FIIs)

Os fundos imobiliários (FIIs) têm subido uma posição a cada mês desde abril. Em junho, eles alcançaram a quinta posição, depois de terem sido os sextos mais procurados em maio. Esses fundos funcionam como um “condomínio” de investidores, que juntam seus recursos para investir coletivamente no mercado imobiliário.

O dinheiro investido pode ser utilizado para construção ou compra de imóveis, que são alugados ou arrendados, e os lucros são distribuídos entre os investidores de acordo com a proporção de cada um. Esses são conhecidos como “fundos de tijolo”.

Existe também outro tipo de fundo imobiliário, no qual o dinheiro é investido em títulos relacionados ao mercado imobiliário, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras Hipotecárias (LHs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ou até mesmo em cotas de outros fundos imobiliários. Esses são chamados de “fundos de papel”.

No primeiro semestre, os fundos “de tijolo” superaram os “de papel” devido ao aumento dos aluguéis em shoppings, galpões e escritórios corporativos.

6º – LCs e RDBs

Na transição de maio para junho, as letras de câmbio (LCs) e os Recibos de Depósito Bancário (RDBs) caíram da quinta para a sexta posição, invertendo a tendência do mês anterior.

Esses investimentos seguem uma lógica semelhante aos Certificados de Depósito Bancário (CDBs), porém são emitidos por instituições financeiras não convencionais e geralmente não oferecem liquidez antes do vencimento. Portanto, os investidores precisam aguardar o prazo final para resgatar seu dinheiro.

7º – Ações

As ações negociadas na bolsa de valores têm ganhado um pouco mais de atratividade entre os investidores, de acordo com o ranking de buscas. Elas ocupavam a 10ª posição em abril, subiram para a oitava em maio e alcançaram a sétima posição em junho.

8º – Criptomoedas

As criptomoedas estrearam na lista dos investimentos mais buscados em março, ocupando a décima posição. Em junho, elas conquistaram sua melhor posição no ranking, chegando ao oitavo lugar.

Esses investimentos são ativos digitais e descentralizados, ou seja, não são emitidos por governos ou bancos centrais. Além de funcionarem como uma forma de “dinheiro” utilizável para a compra de bens e serviços, as criptomoedas também representam um tipo de investimento, uma vez que seu valor de mercado varia de acordo com critérios, sendo a oferta e a demanda o principal deles.

9º – Fundos de ações

Os fundos de ações mantiveram-se na nona posição em junho. Como o próprio nome sugere, esses fundos possuem a maior parte de sua carteira composta por ações selecionadas pelo gestor.

10º – Debêntures

As debêntures ganharam popularidade neste ano, especialmente após o escândalo envolvendo a empresa Americanas. No dia 11 de janeiro, a companhia divulgou “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões em seus números, abalando todo o mercado. Como resultado, as debêntures da empresa passaram a ser negociadas a 50% do seu valor no mercado secundário.

Com informações de Yubb e Valor

Equipe MI

Equipe de redatores do portal Melhor Investimento.