Número de MEIs no Brasil cresce para 14,6 milhões em 2022
O número de microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil alcançou a marca histórica de 14,6 milhões em 2022, representando 18,8% do total de ocupados formais no país. Este crescimento substancial de 1,5 milhão de novos MEIs em comparação a 2021 reflete a expansão contínua do setor de pequenas empresas e a diversificação das atividades empreendedoras. A liderança do setor de beleza, especialmente cabeleireiros, destaca-se como um dos principais fatores desse crescimento.
Entre as diversas atividades realizadas por MEIs, o grupo “Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza” liderou com um total de 1,3 milhão de empresas, representando 9,0% do total de MEIs. Este segmento, que inclui serviços como cortes de cabelo, tratamentos de pele e outras atividades estéticas, destacou-se como o mais significativo em termos de número de empresas.
Além do setor de beleza, outras atividades também tiveram destaque, como o Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, que contou com 990,4 mil MEIs, correspondendo a 6,8% do total. Os Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas também tiveram uma participação relevante, com 876,0 mil MEIs, ou 6,0% do total. Esses dados indicam uma forte presença dos setores de vestuário e alimentação no universo dos microempreendedores.
A distribuição regional dos MEIs no Brasil mostra variações significativas. O Rio de Janeiro liderou com a maior proporção de MEIs em relação ao total de ocupados formais, alcançando 24,5%. O Espírito Santo ocupou a segunda posição com 23,4%. Em contraste, as menores proporções foram registradas no Acre (13,0%), Maranhão (14,0%) e Amapá (14,0%). Essa distribuição reflete as diferentes dinâmicas econômicas e empreendedoras em diversas regiões do país.
O perfil dos microempreendedores individuais revela uma distribuição equilibrada entre gêneros, com 53,6% dos MEIs sendo homens e 46,4% mulheres. Além disso, aproximadamente 20,1% dos MEIs eram jovens com até 29 anos, destacando o papel crescente dos empreendedores jovens no mercado. Esta demografia sublinha a importância do empreendedorismo jovem na economia brasileira.
Em termos de nível de escolaridade, 13,5% dos MEIs possuíam ensino superior ou mais, enquanto 86,5% não tinham essa qualificação. Esta discrepância revela que a maioria dos microempreendedores não possui formação superior, refletindo um mercado de trabalho acessível a uma ampla gama de perfis educacionais. Além disso, 17,3% dos MEIs mantinham outro vínculo empregatício em 31 de dezembro de 2022, um aumento em relação aos 15,0% do ano anterior. Este crescimento na combinação de atividades destaca a tendência dos MEIs de diversificar suas fontes de renda.