Lula critica privatização da Eletrobras e anuncia medidas para gás e mineração em reunião do CNPE

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Última atualização:  26 de ago, 2024 às 15:27
Lula critica privatização da Eletrobras e anuncia medidas para gás e mineração em reunião do CNPE

Na última segunda-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas à privatização da Eletrobras (ELET3;ELET6), realizada em junho de 2022 durante o governo de Jair Bolsonaro. Durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no Ministério de Minas e Energia (MME), Lula qualificou a venda da estatal como um “crime de lesa-pátria”. Em seu discurso, ele abordou não apenas o tema da privatização, mas também anunciou novas medidas para o setor de gás e discutiu a necessidade de uma nova política de mineração e a importância da Petrobras.

Na reunião do CNPE, Lula expressou seu descontentamento com a privatização da Eletrobras, afirmando que a venda da empresa representa um grave erro. Segundo Lula, “destruir tudo o que o Estado pode fazer, achando que o setor privado é melhor, é mentira.” O presidente destacou que a Eletrobras deveria ter um papel tão significativo quanto o da Petrobras para o Brasil. Ele condenou a decisão de privatizar a empresa, dizendo que foi um ato de grande impacto negativo para o país, que deveria ter uma empresa de sua magnitude sob controle estatal.

Além das críticas, Lula anunciou durante a cerimônia a assinatura de um decreto que visa aumentar a oferta de gás natural e reduzir seus custos para a indústria. O decreto concede maior poder à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para atuar em todas as fases da cadeia do gás, incluindo a redução dos índices de reinjeção do insumo. Lula também revelou que o governo federal planeja distribuir botijões de gás para mais de 20 milhões de famílias até o final de 2025, com o objetivo de tornar o gás um componente acessível da cesta básica brasileira.

Lula também abordou a necessidade urgente de uma nova política de mineração no Brasil. O presidente argumentou que a política atual está ultrapassada e defendeu a criação de um novo modelo que aproveite melhor os minerais críticos do país. Ele comparou a importância dessa política ao que foi alcançado com o pré-sal, sugerindo que uma gestão eficaz dos recursos minerais poderia gerar crescimento econômico e melhorar as condições de vida da população. Lula enfatizou que o país precisa explorar suas riquezas minerais de maneira mais estratégica para promover o desenvolvimento e reduzir a pobreza.

Outro ponto importante abordado por Lula foi a Petrobras. Recentemente, houve uma troca de comando na estatal, com Magda Chambriard assumindo a presidência no lugar de Jean Paul Prates. Lula ressaltou que a Petrobras deve ir além de suas atividades tradicionais de petróleo e gás, expandindo seu foco para pesquisa e inovação. Ele acredita que a empresa deve ajudar no crescimento das empresas brasileiras e promover o conteúdo nacional, desempenhando um papel mais amplo e estratégico no desenvolvimento do país.

Por fim, Lula aproveitou a oportunidade para criticar a administração anterior, que, segundo ele, deixou o Brasil em uma situação difícil. O presidente mencionou que muitos ministérios precisaram ser reestruturados e destacou a importância do Ministério da Cultura. Lula afirmou que a gestão anterior teve um impacto negativo significativo e que o país precisa se recuperar das decisões e cortes que ocorreram durante esse período.