HP reduz projeções para o ano fiscal e sinaliza pressão nas margens

A HP reduziu suas projeções para o ano fiscal devido ao aumento nos custos de chips de memória, pressionados pela forte demanda por inteligência artificial em data centers.

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26 de fev, 2026 às 06:30
Logotipo circular da HP (Hewlett-Packard) instalado em uma fachada de vidro azul. O círculo é azul com as letras 'hp' brancas e estilizadas, inclinadas para a direita. Foto: Shutterstock

A HP Inc. comunicou que seus números para o ano fiscal devem ficar mais próximos da faixa inferior da projeção anterior. A companhia havia estimado lucro ajustado por ação entre US$ 2,90 e US$ 3,20. Analistas ouvidos pela FactSet projetavam US$ 2,99 por ação.

Para o trimestre atual, a expectativa é de lucro ajustado entre US$ 0,70 e US$ 0,76 por ação. O consenso do mercado aponta para US$ 0,74. Embora a estimativa da empresa esteja próxima do esperado, o posicionamento mais conservador reforça a percepção de cautela diante do cenário de custos.

A revisão acontece nos Estados Unidos, onde a companhia está sediada, mas os efeitos se espalham globalmente, já que a HP atua em diversos mercados. O movimento ocorre em um momento em que empresas de tecnologia enfrentam oscilações no custo de componentes estratégicos.

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Alta dos chips de memória impulsionada por IA

O principal fator por trás da decisão de que a HP reduz projeções para o ano fiscal está no aumento dos custos com chips de memória. A crescente demanda por soluções de inteligência artificial em data centers tem pressionado os preços desses componentes.

Com mais empresas investindo em infraestrutura para IA, fabricantes de semicondutores direcionam parte significativa da produção para atender grandes centros de processamento de dados. Como consequência, o custo de memória utilizada em computadores pessoais e impressoras também sobe.

Para tentar compensar o impacto, a HP anunciou três frentes principais de ação:

  • Reajuste nos preços de seus computadores;
  • Negociação com fornecedores de menor custo;
  • Redução das configurações de memória em alguns modelos.

Essas medidas visam preservar margens e manter competitividade, ainda que possam impactar consumidores no curto prazo.

Desempenho trimestral supera expectativas

Apesar do cenário desafiador, o balanço do primeiro trimestre fiscal trouxe números que superaram parte das estimativas do mercado.

A HP registrou lucro líquido de US$ 545 milhões, equivalente a US$ 0,58 por ação. No mesmo período do ano anterior, o lucro havia sido de US$ 565 milhões, ou US$ 0,59 por ação. Houve, portanto, leve retração anual.

Já o lucro ajustado por ação foi de US$ 0,81, acima da projeção média de analistas, que estimavam US$ 0,77. O dado indica que, operacionalmente, a empresa conseguiu entregar resultado superior ao esperado, mesmo diante do aumento de custos.

A receita também apresentou crescimento relevante. O faturamento atingiu US$ 14,44 bilhões, alta de 6,9% na comparação anual. O número ficou acima da estimativa de US$ 13,94 bilhões.

Esse desempenho mostra que a demanda por produtos da companhia permanece sólida, ainda que o ambiente de custos exija ajustes estratégicos.

Impactos para o setor de tecnologia

O fato de que a HP reduz projeções para o ano fiscal reforça uma tendência mais ampla no setor: o avanço da inteligência artificial está alterando a dinâmica da cadeia global de semicondutores.

Empresas de hardware enfrentam maior concorrência por componentes, especialmente memória e chips avançados. Isso pode pressionar margens e levar a reajustes de preços ao consumidor final.

Para investidores que acompanham o setor de tecnologia, o caso da HP serve como indicativo de como a corrida pela IA pode gerar efeitos colaterais em segmentos tradicionais. Em nosso portal, você pode conferir outras análises sobre o impacto da inteligência artificial nas empresas listadas e no mercado global.

Além disso, a revisão de guidance costuma influenciar o comportamento das ações no curto prazo, já que o mercado reage rapidamente a mudanças nas expectativas de lucro.

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