Golpe no Caixa Tem: usuários devem redobrar atenção a ligações falsas

Um novo golpe no Caixa Tem tem preocupado usuários ao utilizar ligações falsas para simular problemas nas contas.

imagem do autor
Última atualização:  07 de abr, 2026 às 11:12
Uma mão segura um smartphone posicionado verticalmente contra um fundo azul claro. A tela do aparelho exibe o logotipo do aplicativo Caixa Tem: um balão de conversa estilizado com um rosto sorridente e piscando, seguido pelo nome "CAIXA Tem" em letras brancas e laranjas. Imagem: Divulgação/Caixa

Os usuários do Caixa Tem estão na mira de um novo golpe que utiliza ligações fraudulentas para roubar dados e dinheiro. O esquema, baseado na técnica conhecida como vishing, tem preocupado especialistas em segurança digital por sua capacidade de enganar vítimas com abordagens convincentes e informações reais obtidas em vazamentos de dados.

O golpe no Caixa Tem ocorre por meio de chamadas telefônicas feitas por criminosos que se passam por funcionários da Caixa Econômica Federal. Durante o contato, eles alegam que há um bloqueio ou problema na conta do usuário, criando um cenário de urgência para induzir a vítima a seguir instruções que comprometem sua segurança.

Leia também:

De acordo com investigações recentes, o golpe no Caixa Tem tem sido aplicado em larga escala e mira principalmente beneficiários de programas sociais que utilizam o aplicativo. A prática foi identificada pelo pesquisador de segurança conhecido como Clandestine, que alertou sobre a sofisticação da operação.

O objetivo dos criminosos é simples: obter acesso à conta da vítima sem a necessidade de invasões complexas. Para isso, eles exploram a confiança e o desconhecimento dos usuários, simulando situações críticas que exigem ação imediata.

Como o golpe no Caixa Tem funciona

O funcionamento do golpe no Caixa Tem segue um roteiro bem estruturado. Inicialmente, o usuário recebe uma ligação aparentemente legítima. O número exibido pode, inclusive, ser mascarado para parecer oficial, técnica conhecida como spoofing.

Durante a conversa, o golpista informa que a conta está bloqueada ou apresenta falhas que impedem o acesso ao aplicativo. Em seguida, ele oferece ajuda para “resolver” o problema.

Nesse momento, entram as solicitações suspeitas, como:

  • Compartilhamento de tela do celular
  • Alteração de e-mail e senha da conta
  • Envio de códigos de verificação recebidos por SMS

Ao fornecer essas informações, a vítima acaba entregando o controle da conta ao criminoso, que rapidamente realiza transferências bancárias.

Vazamento de dados impulsiona o golpe no Caixa Tem

Um dos fatores que tornam o golpe no Caixa Tem ainda mais perigoso é o uso de dados reais das vítimas. Muitas dessas informações foram obtidas em vazamentos anteriores, o que permite aos criminosos personalizar as abordagens e aumentar a credibilidade das ligações.

Com dados como nome completo, CPF e telefone, os golpistas conseguem convencer o usuário de que a ligação é legítima, reduzindo a desconfiança e facilitando o sucesso da fraude.

Esquema estruturado amplia alcance do golpe

As investigações também apontam que o golpe no Caixa Tem faz parte de um esquema criminoso organizado. Há a comercialização de pacotes conhecidos como “SIP Caixa Tem”, vendidos em ambientes clandestinos para facilitar a aplicação do golpe.

Esses pacotes incluem:

  • Sistemas de mascaramento de chamadas
  • Discadores automáticos com capacidade para dezenas de ligações simultâneas
  • Ferramentas de transcrição de voz em tempo real

Os valores desses serviços variam entre R$ 1.500 e R$ 11 mil, com adicionais que podem elevar ainda mais o custo. Essa estrutura permite que mesmo criminosos com pouca experiência consigam aplicar golpes em grande escala.

Como se proteger do golpe no Caixa Tem

Diante do avanço desse tipo de fraude, especialistas reforçam a importância da prevenção. Para evitar cair no golpe no Caixa Tem, os usuários devem adotar algumas medidas básicas de segurança:

  • Desconfiar de ligações com tom de urgência ou ameaça
  • Nunca compartilhar senhas, códigos ou dados pessoais por telefone
  • Evitar realizar alterações na conta durante chamadas
  • Buscar atendimento apenas pelos canais oficiais da Caixa Econômica Federal

Além disso, é fundamental manter o aplicativo atualizado e acompanhar comunicados oficiais sobre segurança digital.