Entidades e profissionais lamentam morte da jornalista Cristiane Sampaio

Com passagem pela TV Verdes Mares, Brasil de Fato e movimento sindical dos jornalistas, Cristiane Sampaio deixa legado na comunicação e na defesa dos direitos dos trabalhadores.

imagem do autor
Última atualização:  09 de jun, 2026 às 15:15
Foto da jornalista Cristiane Sampaio ao lado de uma fita de Luto. Imagem: Reprodução

A jornalista Cristiane Sampaio foi encontrada morta nesta segunda-feira (8) no apartamento onde morava, em Brasília. Ela tinha 40 anos e, segundo informações divulgadas por familiares, a principal hipótese para a causa da morte é um mal súbito.

Natural do Ceará, Cristiane vivia no Distrito Federal desde 2016 e atualmente trabalhava como produtora da TV Câmara. Ao longo da carreira, construiu uma trajetória ligada ao jornalismo político, à defesa dos direitos humanos e às pautas aos direitos dos trabalhadores.

Em nota de pesar, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) destacou a contribuição da jornalista para a cobertura de pautas sociais e para a construção de um jornalismo comprometido com as demandas da classe trabalhadora.

Por mais de nove anos, Cris, como era carinhosamente chamada, atuou como correspondente do Brasil de Fato na capital federal e contribuiu de forma decisiva para a construção de um jornalismo comprometido com as lutas da classe trabalhadora, escreveu a página do movimento.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF divulgaram manifestações de pesar após a confirmação da morte.

“Para além da competência técnica, Cristiane era muito estudiosa e comprometida com os direitos humanos e o acesso à informação. No campo sindical e dos movimentos sociais, destacou-se pela coragem e firmeza na defesa dos colegas e nunca se omitiu diante de irregularidades trabalhistas, movida por uma inesgotável capacidade de se indignar contra as injustiças”, destacaram.

Colegas de profissão também lembraram a dedicação de Cristiane às causas sociais e sua atuação firme em defesa da categoria, ressaltando sua contribuição para o jornalismo brasileiro ao longo dos últimos anos. A morte da jornalista gerou comoção entre profissionais da comunicação, movimentos sociais e entidades ligadas à defesa da liberdade de imprensa.

Quem foi Cristiane Sampaio

Antes de se mudar para a capital federal, Cristiane atuou no Ceará, onde trabalhou como produtora na TV Verdes Mares, afiliada da Globo no estado. Ela também integrou a equipe de assessoria de imprensa do Ministério Público do Ceará.

Em Brasília, ganhou destaque pela cobertura de temas ligados à política nacional, aos movimentos sociais e às questões trabalhistas. Durante mais de nove anos, atuou como correspondente do portal Brasil de Fato na capital federal. Cristiane se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 2008.

Além da graduação, investiu continuamente na formação profissional. Ela possuía especialização em Tradução de Espanhol e Linguística Aplicada pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), além de pós-graduação em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Além do trabalho na imprensa, Cristiane também teve participação ativa na representação da categoria jornalística. Ela integrou a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) por dois mandatos consecutivos, entre 2019 e 2025, exercendo funções ligadas à área de formação profissional.

Sua atuação sindical foi marcada pela defesa dos direitos trabalhistas, das condições de trabalho dos profissionais da comunicação e do fortalecimento da atividade jornalística.

Continue navegando no Melhor Investimento:

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.