Com até 41 °C, calor extremo mantém Rio em nível 3 de alerta
Temperaturas podem chegar a 41 °C, umidade do ar tende a cair e atendimentos por mal-estar aumentam na rede pública de saúde.
Imagem: Envato Elements
A cidade do Rio de Janeiro permanece nesta segunda-feira (12) no terceiro nível do Protocolo de Calor, com temperaturas elevadas e estáveis. A máxima prevista é de 41°C, o que pode superar o recorde do dia mais quente do ano, registrado no domingo (11).
Além do calor intenso, há alerta para a queda da umidade relativa do ar, que pode ficar abaixo dos 30%, aumentando o risco de problemas de saúde, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Para a próxima terça-feira (13), a previsão segue indicando temperaturas elevadas, com máxima de até 38°C. No entanto, há possibilidade de pancadas de chuva típicas de verão, que podem aliviar temporariamente o calor em algumas regiões da cidade.
Atendimentos por mal-estar aumentam na rede de saúde
Entre os dias 1º e 11 de janeiro, o estado do Rio de Janeiro contabilizou 1.597 atendimentos a pessoas que passaram mal em decorrência do calor. Segundo o governo estadual, os casos foram registrados nas 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) distribuídas pelo território fluminense.
O aumento dos atendimentos está relacionado ao estresse térmico, desidratação e agravamento de doenças pré-existentes, comuns em períodos prolongados de temperaturas extremas.
De acordo com a meteorologista Hana Silveira, do Climatempo, o cenário deve continuar crítico ao longo do dia. Segundo ela, a umidade relativa do ar pode atingir valores próximos de 20%, sem previsão de chuva para nenhuma região do estado.
“O tempo mais seco, aliado ao predomínio do sol durante todo o dia, contribui para o aumento da sensação térmica e do desconforto”, explicou a especialista ao G1.
O que significa o nível Calor 3
O Calor 3 é caracterizado por temperaturas entre 36°C e 40°C, com previsão de persistência ou elevação por pelo menos três dias consecutivos. Esse estágio antecede os dois níveis considerados mais críticos do protocolo municipal.
Segundo as autoridades, qualquer mudança no nível de alerta será comunicada à população pelos canais oficiais da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Operações Rio.
E o que muda em relação aos outros níveis?
| NÍVEIS | ATUAÇÃO DA SMS-RIO | IMPACTOS NO SETOR SAÚDE |
| Calor 1 | Preparação | Não há impactos. Foco em garantir que toda rede de saúde tem conhecimento dos protocolos e está pronta para implementação de ações nos níveis superiores. |
| Calor 2 | Monitoramento, Alerta e Comunicação | Aumento do risco para grupos vulneráveis. Intensificação do monitoramento e emissão de alertas. Reforço da comunicação com a população e profissionais. |
| Calor 3 | Monitoramento, Alerta, Comunicação e Resposta | Aumento significativo do risco e previsão de impactos na saúde humana. Intensificação das campanhas de comunicação e das ações de mitigação. |
| Calor 4 | Resposta | Ocorrência de casos graves. Mobilização da rede de saúde para operação dos protocolos com capacidade máxima. Avaliação de suspensão de atividades externas. |
| Calor 5 | Resposta e Reabilitação | Impactos críticos na saúde humana. Avaliação de adaptação e suspensão de atividades não prioritárias e direcionamento dos esforços na proteção e recuperação dos indivíduos afetados pelo calor. |
Recomendações para enfrentar o calor extremo
Diante do cenário, as autoridades reforçam orientações básicas para reduzir os riscos à saúde:
- Aumentar a ingestão de água e sucos naturais, mesmo sem sede;
- Priorizar alimentos leves, como frutas e saladas;
- Usar roupas leves e frescas;
- Evitar bebidas alcoólicas e com alto teor de açúcar;
- Reduzir a exposição ao sol entre 10h e 16h;
- Utilizar protetor solar e proteger crianças com chapéus;
- Procurar uma unidade de saúde em caso de tontura, mal-estar ou outros sintomas.
As recomendações visam minimizar os impactos do calor intenso enquanto o Rio segue sob alerta elevado.
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