Aves em alta impulsionam projeções positivas para frigoríficos na bolsa

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Última atualização:  06 de set, 2024 às 14:45
Aves em alta impulsionam projeções positivas para frigoríficos na bolsa Aves em alta impulsionam projeções positivas para frigoríficos na bolsa

Os preços de aves registraram um aumento expressivo de 8,1% na quinta semana de agosto, destacando-se como um ponto positivo significativo para o setor de frigoríficos. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), esse crescimento reflete um ambiente favorável para as empresas do setor, particularmente para aquelas que operam no segmento avícola. Além disso, os volumes de produção também mostraram um desempenho robusto, avançando 5,9% na comparação mensal.

O aumento nos preços das aves, conforme relatado pelo MDIC, é um indicativo de uma sólida demanda e condições favoráveis para os frigoríficos. Esse crescimento nos preços é particularmente relevante, pois segue um segundo trimestre positivo para o setor, impulsionando as expectativas para os próximos meses. A performance robusta nos volumes de produção e o aumento nos preços indicam uma tendência de otimismo para as empresas do setor.

Entretanto, o setor não está isento de desafios. O recente surto de doença de Newcastle no Brasil impactou negativamente os volumes de exportação de carne de frango. Os volumes exportados caíram 15% em relação ao mês anterior e 7% na comparação anual. Embora as restrições estejam atualmente limitadas ao estado do Rio Grande do Sul, o que sugere uma possível recuperação futura, a situação ainda requer monitoramento atento.

  • JBS (JBSS3): O Itaú BBA prevê que o bom momento para o setor avícola deve persistir nos trimestres 3 e 4 de 2024, mas com possíveis ajustes no ciclo em 2025. No entanto, a JBS enfrenta desafios relacionados ao aumento nos custos com ração, devido à alta nos preços da soja e do milho. O Itaú BBA e o JPMorgan mantêm suas recomendações de compra para a JBS, com preços-alvo de R$ 46 e R$ 43, respectivamente.
  • BRF (BRFS3): A BRF chamou a atenção do Itaú BBA pela alta incomum nos preços de exportação de frango e pelo resgate antecipado de debêntures, o que reforça a disciplina da empresa na alocação de capital. Apesar disso, o banco permanece neutro com um preço-alvo de R$ 19, enquanto o JPMorgan recomenda compra, com preço-alvo de R$ 29.

Situação da carne bovina e suína:

  • Carne bovina: O mercado de carne bovina dos EUA continua pressionado pela oferta restrita de gado, embora tenha havido uma leve melhora nos spreads. A Marfrig (MRFG3) enfrenta desafios devido à compressão das margens e à expectativa de restrições de fornecimento no quarto trimestre. O Itaú BBA mantém a classificação neutra para a Marfrig, com preço-alvo de R$ 14.
  • Carne suína: Os preços da carne suína mostraram um desempenho positivo, alcançando US$ 2,46/kg. No entanto, os volumes apresentaram um desempenho fraco, com uma queda de 3,7% na base mensal, pressionando as receitas.