O blockchain é uma das principais criações tecnológicas da atualidade, conquistando espaço de maneira significativa no mundo. Este sistema está ligado ao bitcoin, ethereum e outras criptomoedas, mas não se limita a isso e possui uma vasta gama de aplicações, podendo contribuir para a segurança em e-commerces, pagamentos via Pix e assinatura de contratos, entre outros exemplos.

Sua essência pode ser resumida no propósito de ser um sistema seguro e descentralizado, onde as informações são registradas e protegidas de forma concreta, sem a possibilidade de serem alteradas ou excluídas após sua verificação.

Conheça neste artigo o que é Blockchain, para que serve e fique por dentro das mudanças dessa tecnologia no mercado de investimento e na segurança da informação.

O que é blockchain e como surgiu

O blockchain é uma tecnologia inovadora que opera como um banco de dados disponível na internet. Cada bloco desse banco de dados contém transações verificadas, formando uma corrente sólida de informações. Essa abordagem descentralizada e segura o torna adequado para uma variedade de aplicações, desde votação eletrônica até gerenciamento de cadeias de suprimentos e contratos inteligentes.

Ao contrário dos sistemas centralizados tradicionais, onde uma autoridade controla os registros, o blockchain é construído sobre a descentralização, o que significa que não há um único ponto de controle. Isso garante maior segurança e transparência nas transações, já que nenhum grupo ou entidade tem o poder de manipular os dados sem o consentimento dos participantes.

A tecnologia por trás do blockchain utiliza criptografia avançada para proteger os dados e garantir a integridade das transações. Além disso, a natureza descentralizada do blockchain elimina a necessidade de intermediários, tornando as transações mais rápidas e eficientes, além de reduzir custos.

Em resumo, o blockchain funciona como um livro de registros digital, onde cada entrada é verificada, criptografada e adicionada a uma corrente imutável de blocos. Essa tecnologia tem o potencial revolucionar a forma como lidamos com dados e transações online.

Breve história da tecnologia blockchain

O blockchain surgiu em 2008 como a base do Bitcoin, a primeira criptomoeda, concebida de forma ainda não tão clara, por um indivíduo ou grupo conhecido de pessoas que utilizaram o pseudônimo Satoshi Nakamoto.

Antes dessa inovação, havia discussões e pesquisas sobre sistemas descentralizados de registro de transações, incluindo as contribuições de David Chaum em sua dissertação de 1982 na Universidade da Califórnia em Berkeley e a subsequente fundação da DigiCash em 1989, que introduziu a criptomoeda eCash, sendo possivelmente o primeiro sistema com base no conceito de blockchain a ser utilizado.

Apesar das ideias promissoras, a DigiCash falhou devido à falta de apoio bancário e infraestrutura online adequada.

O advento do Bitcoin em 2009 marcou o surgimento da primeira blockchain moderna, com “Nakamoto” apresentando o conceito em um artigo de pesquisa intitulado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”.

Desde então, o ecossistema de blockchain expandiu-se, com o surgimento de várias outras criptomoedas e a introdução da blockchain Ethereum em 2015, que permitiu a execução de aplicativos descentralizados além de suportar criptomoedas

Qual o papel do Blockchain nas criptomoedas?

As criptomoedas existem exclusivamente em formato digital e são armazenadas em carteiras virtuais, utilizando a tecnologia das blockchains como base. Essas carteiras podem assumir duas formas: software, como aplicativos de celular ou programas de computador, e hardware, representados por dispositivos físicos especializados.

Como vimos anteriormente, a blockchain é a tecnologia subjacente das gigantes Bitcoin, Ethereum e muitas outras, e desempenha diversas funções cruciais para as negociações no ambiente das criptos. Abaixo, destacamos as principais:

  • Registro das operações: O blockchain é um registro público e distribuído de todas as transações que ocorrem em uma rede de criptomoedas. Essa distribuição significa que não há uma autoridade central controlando o registro, o que aumenta a transparência e a segurança das transações.
  • Solidez e confiança: Uma vez que uma transação é registrada em um bloco de blockchain e confirmada pela rede, ela não pode ser alterada ou removida. Isso garante a integridade do histórico de transações e evita fraudes.
  • Descentralização: O blockchain utiliza algoritmos de consenso para validar e confirmar transações sem a necessidade de uma autoridade central. Isso permite que as transações sejam processadas de forma eficiente e segura, mesmo em uma rede descentralizada.
  • Segurança: As transações no blockchain são protegidas por criptografia avançada, o que torna extremamente difícil alterar ou falsificar os registros.
  • Eliminação de intermediários: O blockchain permite transações diretas entre as partes envolvidas, sem a necessidade de intermediários, como bancos ou instituições financeiras. Isso reduz custos e tempo de processamento.
  • Smart Contracts: Algumas criptomoedas, como o Ethereum, permitem a execução de contratos inteligentes diretamente no blockchain. Esses contratos são programas de computador autoexecutáveis que automatizam e executam os termos de um contrato quando as condições predefinidas são atendidas.

Como funcionam as transações de investimentos via blockchain?

No mundo digital, as transações de valores, serviços e bens ocorrem de forma diferente comparado ao mundo físico. No contexto do blockchain, essas transações geralmente envolvem várias etapas, incluindo a distinção entre chaves públicas e privadas.

Etapas

  1. Possuir ”chaves” de negociação: O usuário necessita da chave pública do destinatário para iniciar uma transação. Esta chave é essencial para identificar o destinatário no blockchain.
  2. Iniciar o processo na rede: O usuário informa à rede sua intenção de realizar uma transação através do software apropriado, geralmente uma carteira digital criptografada.
  3. Registro: Uma vez confirmada, a transação é registrada em um bloco de transferências para posterior verificação pelos nós.

Chaves públicas e privadas nas blockchains

Para efetivar as transações, o usuário deve possuir duas chaves: uma pública e outra privada. Ambas são essenciais para enviar e receber valores na rede.

  • Chave Pública: Compartilhada com o destinatário da transação, permite a identificação do usuário no blockchain.
  • Chave Privada: Conhecida e utilizada exclusivamente pelo usuário, é essencial para assinar digitalmente as transações e garantir sua autenticidade.

O cuidado com as chaves pública e privada é crucial para a segurança das transações na rede blockchain.

Com informações de Vitória Martini/Money Times 

Como investir em criptomoedas?

No Brasil existem algumas oportunidades de investimento em moeda virtual, oferecendo aos investidores opções que vão desde a compra direta da criptomoeda até a aplicação por meio de fundos de investimento e ETFs (Exchange Traded Funds). 

Para aqueles que desejam adquirir moedas virtuais diretamente, é preciso estar por dentro do mercado, dada a volatilidade desses ativos. O preço das criptomoedas, como o Bitcoin, pode variar significativamente em curtos períodos de tempo. Apesar do alto valor unitário do Bitcoin, fracionar a compra é uma possibilidade acessível no Brasil, com frações disponíveis a partir de R$ 10,00, segundo a XP Investimentos.

Uma alternativa para investidores que preferem uma abordagem mais diversificada é aplicar por meio de fundos de investimento. No entanto, é importante notar que, de acordo com regulamentações da CVM, os fundos disponíveis para investidores de varejo estão limitados a alocar até 20% em ativos desse tipo, enquanto os fundos para investidores qualificados podem alocar até 100%.

Uma terceira opção são os ETFs, que oferecem uma maneira mais acessível e simplificada de investir em criptomoedas. 

É seguro investir nessa Tecnologia Blockhain?

Concluindo, investir em tecnologia blockchain pode ser sim seguro, desde que os investidores estejam cientes dos riscos envolvidos e adotem medidas de segurança adequadas, como proteger suas chaves privadas.

Embora as blockchains ofereçam segurança com a descentralização e criptografia, é preciso adotar uma avaliação cuidadosa e informada para não cair nos recorrentes golpes relacionados às criptomoedas. Continue ligado no portal Melhor Investimento para ter acesso às principais notícias do mercado financeiro e aproveitar as oportunidades de investimento.

Pedro Gomes

Jornalista e Redator do Melhor Investimento.