A busca por práticas sustentáveis se tornou não apenas uma necessidade, mas uma responsabilidade que, hoje, atravessa diversas frentes, dentre elas, a economia. É neste âmbito que o Índice Carbono Eficiente (ICO2) surge como uma importante ferramenta para aliar o crescimento de empresas com a sustentabilidade. 

Em um mundo cada vez mais consciente dos impactos ambientais, o ICO2 desempenha um papel fundamental na transição para uma economia mais sustentável. No Brasil, diversas companhias com ações listadas na bolsa de valores já aderem à iniciativa proposta pelo índice, acompanhando a tendência mundial voltada ao desenvolvimento sustentável. 

Neste artigo, o Melhor Investimento explica um pouco mais sobre a importância, o surgimento e outros detalhes relacionados ao índico. Portanto, continue sua leitura e mantenha-se informado. 

O que é o ICO2?

O Índice Carbono Eficiente, ou apenas ICO2, é resultado de uma parceria entre a B3 (Bolsa de Valores brasileira) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ele basicamente representa uma métrica para avaliar o desempenho ambiental de empresas. 

Em voga desde 2010, o índice surge na esteira das crescentes discussões relacionadas ao aquecimento global e a preservação do meio ambiente.  

O ICO2 reúne companhias negociadas na bolsa cujo crescimento econômico está atrelado, em alguma medida, a práticas de sustentabilidade. Para determinar esse parâmetro consideram-se fatores relacionados à questão, sobretudo, as emissões de gases de efeito estufa apresentado pelas empresas.

Nesta linha, toda empresa que adere formalmente à iniciativa possui a responsabilidade de medir e monitorar a emissão de gases efeito estufa resultantes de suas atividades. Os dados obtidos por meio dos referidos processos devem ser divulgados por meio de um inventário anual. 

Qual o propósito do Índice Carbono Eficiente B3

De maneira geral, o ICO2 busca essencialmente alimentar discussões sobre as mudanças climáticas, e a promoção de uma evolução econômica aliada à sustentabilidade. Diante de sua criação, é viável avaliar o rendimento médio das empresas em relação a estes critérios. 

Pensando nisso, o principal propósito do índice é incentivar a adoção de práticas que promovam o desenvolvimento sustentável entre as principais empresas listadas na B3. 

Para cumprir com este objetivo, sua composição deriva da lista de empresas que formam o IBrX-50, índice que engloba as companhias com as ações mais negociadas na bolsa de valores.

Desta forma, o Índice Carbono Eficiente foi criado na expectativa de que grandes empresas se adequem para atuar no que é conhecido como “economia de baixo carbono”. Em resumo, essa abordagem diz respeito a um modelo econômico que se baseia na adoção de tecnologias limpas e inovadoras, visando alcançar ganhos em produtividade e eficiência energética.

A relação das companhias IBrX-50 e IBrX-100

Ao tratar da elegibilidade de ativos do ICO2, torna-se necessário falar sobre o IBrX, importante índice do mercado financeiro brasileiro. Em síntese, ele demonstra desempenho médio das cotações de ações das empresas mais negociadas na bolsa de valores. A distinção entre IBrX-50 e IBrX-100 reside basicamente em suas composições, ou seja, no número de empresas participantes. 

Nesta linha, enquanto o IBrX-50 é composto somente pelas 50 ações mais negociadas na B3, o IBrX-100 estende sua elegibilidade para os 100 principais ativos listados na bolsa. 

Conforme informa a B3, até 2019, o ICO2 somente convidava ações de empresas da IBrX-50. Contudo, mediante a um processo de revisão metodológica, que levou em conta tendências e movimentos mundiais relacionados à temática, a partir de 2021, passou-se a convidar companhias do IBrX-100.

Dentre as empresas participantes do Índice Carbono Eficiente, cabe destacar algumas das mais importantes companhias do cenário econômico brasileiro, como a Petrobras (PETR4), o Itaú (ITUB4) e o Bradesco (BBDC4).

Como investir no ICO2?

Não é possível investir diretamente no ICO2, pois ele se refere a um índice do mercado, e não a um ativo negociado na bolsa. Contudo, é possível aplicar em ações de empresas que aderem à iniciativa do índice. 

Neste contexto, além dos exemplos mencionados anteriormente, também podemos citar o Grupo Casas Bahia (BHIA3), a Minerva Foods (BEEF3) e a empresa de papel e celulose Suzano (SUZB3).

Aqueles que desejam investimentos mais alinhados aos propósitos do ICO2, uma alternativa interessante é o ECOO11, ETF (exchange-traded fund) que busca replicar o desempenho do Índice Carbono Eficiente. 

Em suma, investir no referido ETF gerido pela multinacional estadunidense Blackrock, significa investir em um portfólio de empresas consideradas mais sustentáveis do ponto de vista ambiental.

Vale lembrar! Antes de investir em qualquer ativo, é essencial realizar uma análise cuidadosa. Isto é, pesquise sobre o mercado financeiro, entenda seus objetivos de investimento, avalie seu perfil de risco e considere a diversificação da carteira. Em suma, a educação financeira e o acompanhamento de um assessor de investimentos, são aspectos fundamentais para tomar decisões mais informadas e prudentes.

Quais são os principais índices financeiros no Brasil?

Para quem deseja ingressar no universo dos investimentos, é fundamental estar por dentro dos principais indicadores econômicos brasileiros. Conheça alguns destes: 

IndicadorDescrição
SelicTaxa básica de juros da economia brasileira, determinada pelo Banco Central.
PIBProduto Interno Bruto, medida da atividade econômica de um país, representando sua produção.
IPCAÍndice de Preços ao Consumidor Amplo, utilizado como referência para a inflação oficial.
IGP-MÍndice Geral de Preços do Mercado, indicador de inflação que abrange diferentes setores.
CDICertificado de Depósito Interbancário, taxa de juros que baliza diversos investimentos.
INPCÍndice Nacional de Preços ao Consumidor, similar ao IPCA, mas apenas considera a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos.
DólarMoeda considerada a maior referência mundial, com influência significativa no mercado cambial.

Lucas Machado

Redator do Melhor Investimento e estudante de Psicologia, com mais de dois anos de experiência em redação de artigos relacionados aos mais variados assuntos e campos do saber.