Oncoclínicas pode ter novo conselho após pedido da Latache

A Latache solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária na Oncoclínicas para propor a destituição total do atual conselho de administração e a eleição de novos membros.

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27 de nov, 2025 às 08:30
Fachada moderna de um edifício de consultórios ou clínica médica, com grandes janelas de vidro azul refletoras e a logo e nome "ONCOCLÍNICAS" em destaque na parte superior. Foto: Shutterstock

A Latache pede AGE na Oncoclínicas para discutir uma ampla reestruturação no conselho de administração da companhia, incluindo a destituição completa dos atuais conselheiros e a eleição de um novo grupo. O pedido, formalizado nesta quarta-feira, movimentou o mercado e reforçou o crescente embate entre acionistas pela condução estratégica da empresa de serviços oncológicos.

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A Oncoclínicas comunicou ao mercado que recebeu uma solicitação direta da acionista Latache para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O objetivo é votar mudanças profundas na estrutura do conselho de administração.

Segundo os acionistas solicitantes, a mudança visa promover uma renovação na governança, alinhando o conselho a uma visão diferente da atual gestão. A proposta da Latache inclui três pilares principais:

  • Destituir todos os membros atuais do colegiado
  • Definir o número de conselheiros que irão compor o novo grupo
  • Eleger um novo conselho com mandato unificado de dois anos

Além disso, a acionista também pede que sejam votados a indicação do presidente e vice-presidente do conselho, além da análise sobre a independência dos indicados — um ponto crítico para o cumprimento das melhores práticas de governança corporativa.

Quem são os acionistas que solicitaram a AGE

A solicitação é assinada pelos fundos:

  • Latache IV Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado
  • Nova Almeida Fundo de Investimento Financeiro Multimercado
  • Latache MHF I Fundo de Investimento Financeiro em Ações

Todos são geridos pela Latache e, juntos, detêm aproximadamente 14,6% do capital social da Oncoclínicas.

Esse percentual confere aos fundos o direito de solicitar formalmente uma AGE para deliberar sobre temas estratégicos — entre eles, a composição do conselho.

Posição oficial da Oncoclínicas

A Oncoclínicas afirmou que dará andamento ao pedido, “observados os prazos legais e estatutários”, e garantiu que manterá seus acionistas informados sobre cada etapa do processo.

Na prática, isso significa que a companhia segue o rito normal para a convocação da assembleia e reconhece que a solicitação está dentro das prerrogativas dos acionistas.

Esse posicionamento também evita atritos públicos e reforça a transparência da companhia — um elemento frequentemente observado por investidores institucionais.

Reação do mercado e contexto financeiro

O mercado reagiu rapidamente ao anúncio. Na véspera, as ações da Oncoclínicas (ONCO3) fecharam com alta de 8%, sugerindo que investidores veem com bons olhos a possibilidade de renovação na governança da companhia.

O que esperar daqui para frente

Com a AGE solicitada, o próximo passo é a formalização da convocação por parte da Oncoclínicas. A assembleia deve definir os rumos do conselho e, consequentemente, da governança da empresa.

Para investidores, analistas e demais stakeholders, a questão central agora é se os acionistas apoiarão a proposta da Latache ou se defenderão a permanência da estrutura atual.

Enquanto isso, o mercado segue atento. Um redesenho no conselho pode abrir caminho para ajustes estratégicos, novas diretrizes operacionais e eventual revisão de metas da companhia.

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