Oncoclínicas pode ter novo conselho após pedido da Latache
A Latache solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária na Oncoclínicas para propor a destituição total do atual conselho de administração e a eleição de novos membros.
Foto: Shutterstock
A Latache pede AGE na Oncoclínicas para discutir uma ampla reestruturação no conselho de administração da companhia, incluindo a destituição completa dos atuais conselheiros e a eleição de um novo grupo. O pedido, formalizado nesta quarta-feira, movimentou o mercado e reforçou o crescente embate entre acionistas pela condução estratégica da empresa de serviços oncológicos.
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A Oncoclínicas comunicou ao mercado que recebeu uma solicitação direta da acionista Latache para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O objetivo é votar mudanças profundas na estrutura do conselho de administração.
Segundo os acionistas solicitantes, a mudança visa promover uma renovação na governança, alinhando o conselho a uma visão diferente da atual gestão. A proposta da Latache inclui três pilares principais:
- Destituir todos os membros atuais do colegiado
- Definir o número de conselheiros que irão compor o novo grupo
- Eleger um novo conselho com mandato unificado de dois anos
Além disso, a acionista também pede que sejam votados a indicação do presidente e vice-presidente do conselho, além da análise sobre a independência dos indicados — um ponto crítico para o cumprimento das melhores práticas de governança corporativa.
Quem são os acionistas que solicitaram a AGE
A solicitação é assinada pelos fundos:
- Latache IV Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado
- Nova Almeida Fundo de Investimento Financeiro Multimercado
- Latache MHF I Fundo de Investimento Financeiro em Ações
Todos são geridos pela Latache e, juntos, detêm aproximadamente 14,6% do capital social da Oncoclínicas.
Esse percentual confere aos fundos o direito de solicitar formalmente uma AGE para deliberar sobre temas estratégicos — entre eles, a composição do conselho.
Posição oficial da Oncoclínicas
A Oncoclínicas afirmou que dará andamento ao pedido, “observados os prazos legais e estatutários”, e garantiu que manterá seus acionistas informados sobre cada etapa do processo.
Na prática, isso significa que a companhia segue o rito normal para a convocação da assembleia e reconhece que a solicitação está dentro das prerrogativas dos acionistas.
Esse posicionamento também evita atritos públicos e reforça a transparência da companhia — um elemento frequentemente observado por investidores institucionais.
Reação do mercado e contexto financeiro
O mercado reagiu rapidamente ao anúncio. Na véspera, as ações da Oncoclínicas (ONCO3) fecharam com alta de 8%, sugerindo que investidores veem com bons olhos a possibilidade de renovação na governança da companhia.
O que esperar daqui para frente
Com a AGE solicitada, o próximo passo é a formalização da convocação por parte da Oncoclínicas. A assembleia deve definir os rumos do conselho e, consequentemente, da governança da empresa.
Para investidores, analistas e demais stakeholders, a questão central agora é se os acionistas apoiarão a proposta da Latache ou se defenderão a permanência da estrutura atual.
Enquanto isso, o mercado segue atento. Um redesenho no conselho pode abrir caminho para ajustes estratégicos, novas diretrizes operacionais e eventual revisão de metas da companhia.
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